A origem do nome Quissamã tem raízes em Angola e está ligada à presença de um grupo de indígenas e um negro durante a chegada dos "Sete Capitães" em 1632, quando a região era conhecida como Aldeia Nova. Além disso, Quissamã foi um distrito do município de Macaé até sua emancipação em 1989, quando se tornou um município autônomo.
Em 9 de agosto de 1627, as terras compreendidas entre o Rio Macaé e o Cabo de São Tomé, aí incluídas as terras de Quissamã, foram doadas por sesmarias aos Sete Capitães (Miguel Aires Maldonado, Gonçalo Correa, Duarte Correa, Manoel Correa, Antônio Pinto, João de Castilho, Miguel Riscado), por Martim de Sá, em pagamento por serviços prestados à Coroa Portuguesa.
Consta que o nome Quissamã foi dado à região pelos Sete Capitães, quando de sua viagem de exploração em 1832. Ao chegarem à Aldeia Nova foram recepcionados por um grupo de índios, encontrando-se entre eles um negro. Ao indagarem quem era ele e como viera para ali, respondeu-lhes que era forro; ao perguntarem se era crioulo da terra respondeu-lhes simplesmente que era da Nação Quissamã na África. Quissamã é uma palavra de origem Angolana e é uma cidade que fica a 80 km de Luanda na foz do Rio Kwanza.
A freguesia do Furado foi o núcleo de população mais antigo de Macaé, seguindo-se -lhe o de Quissamã.
A Povoação de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã foi elevada à categoria de freguesia em 1749.
Consta que o brigadeiro José Caetano foi fundador da Vila e construtor da Matriz. Com a instalação definitiva do capitão Manuel Carneiro da Silva em Mato de Pipa, iniciou-se, a seu redor, a expansão de Vila de Quissamã.
Desde o início da instalação dos primeiros colonizadores, o controle administrativo de Quissamã era exercido pelas autoridades da Vila de São Salvador dos Campos dos Goytagazes, até que em função da distância entre a Vila e as freguesias de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã e de Nossa Senhora das Neves, o Bispo do Rio de Janeiro decidiu, 1802, erigir a freguesia de Quissamã em Cabeça de Comarca, ficando subordinada a esta, freguesia de Nossa Senhora das Neves.
Gentílico: quissamaense
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Quissamã, por alvará de 12-01-1755 e decretos nº 1, de 08-05-1892 e nº 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Macaé.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Quissamã figura no município de Macaé.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Quissamã permanece no município de Macaé.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 18-XIII-1988.
Elevado à categoria de município com a denominação de Quissamã, pela lei estadual nº.1419, de 04-01-1989, desmembrado de Macaé. Sede no antigo distrito de Quissamã. Com área do distrito de Quissamã e parte do distrito de Carapebus. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1990.
Em Síntese de 31-XII-1994, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.
A cultura de Quissamã, município no Rio de Janeiro, é rica e diversificada, refletindo suas raízes históricas e a influência de diferentes grupos étnicos.
Quissamã é o município principal de sua região. É uma unidade administrativa básica, com autonomia política, administrativa e financeira, conforme determina a Constituição Federal do Brasil. O município de Quissamã é composto por um único distrito, o Distrito-Sede, onde está localizada a sede municipal e concentram-se os principais serviços administrativos, comerciais e institucionais da cidade.
Quissamã é uma palavra de origem Angolana e é uma cidade que fica a 80 km de Luanda na foz do Rio Kwanza. A freguesia do Furado foi o núcleo de população mais antigo de Macaé, seguindo-se -lhe o de Quissamã. A Povoação de Nossa Senhora do Desterro de Quissamã foi elevada à categoria de freguesia em 1749.
Hino
Na imensidão desta terra altaneira,
Surge uma flor de singelo candor,
Sua beleza morena e brejeira,
Os nossos campos inunda de cor.
Ó Quissamã , terra boa e amiga,
Que a mão de Deus generosa ornou,
Tesouro aberto ao céu que abriga,
Banhada no azul deste mar que a embalou.
Em sua história assim revelada,
Que Maldonado em anais registrou,
A Freguesia em Viala elevada,
À Virgem do Destêrro dedicou.
De povo simples, fiel desta terra,
De tradições de beleza sem par,
Relicário qie a história encerra,
Motivo e encanto deste meu cantar.
Ó Quissamã, terra boa e amiga,
Que a mão de Deus generosa ornou,
Tesouro aberto ao céu que abriga,
Banhada no azul deste mar que a embalou.
Dourada ao sol que suas praias bronzeia
Beleza agreste, restinga em flor,
É Quissamã, terra que encandeia,
Berço de sonhos, deleites do amor.
É Quissamã essa flor pura e bela,
Que brota ao sol, em solo tão gentil,
Com galhardia o povo desta terra,
Sua glória canta aos rincões do Brasil.
Ó Quissamã, terra boa e amiga,
Que a mão de Deus generosa ornou,
Tesouro aberto ao céu que abriga,
Banhada no azul deste mar que a embalou.
Brasão
Bandeira